Empatia

04:40 Lorranne 0 Comments

Foto: G1 - Países vizinhos da Síria estão fechando as portas para refugiados
Todo dia eu leio as notícias do dia. O caderno que sempre me chama mais atenção é o mundial. Gosto de ler e saber sobre a realidade de outras pessoas, de outras culturas. E dentro deste caderno, as matérias que mais me prendem, são aquelas que envolvem são aquelas que abordam conflitos civis, guerras e afins. Nunca entendi bem porque tenho essa tendência, só sei que muitas vezes perco o sono por causa dela. 
Hoje por exemplo, lendo as manchetes de um site de notícias, me deparei com uma que dizia que países vizinhos que oferecem abrigo para refugiados sírios já não consegue mais acolher expatriados. E aí comecei minha reflexão interna. Ontem vi uma matéria em um programa local sobre maternidade na adolescência, a jornalista abordava como é difícil para a jovem mãe se adaptar à nova vida. Hoje, ao ler sobre o drama dos sírios não sei bem porque, associei as duas informações. 
Fiquei imaginando como deve ser, ser um adolescente no meio da guerra. Você nem deve se sentir como um. Como deve ser nascer em meio à guerra? Você vem ao mundo, e quando começa a entender do que ele se trata, de que está nele, a única realidade que você conhece são as fugas, o perigo constante e as barbáries.
E ainda, nesta linha de raciocínio, tentei imaginar, por um instante, como é se descobrir grávida em meio à uma guerra. Como deve ser, gerar uma vida em meio aos caos. Tentei imaginar, as dúvidas, o medo, a incerteza e a certeza de que, infelizmente, a realidade que seu filho vai encontrar, se por chegar a vir ao mundo é essa tão macabra e atormentadora na qual você vive. E o pior, como deve ser mãe, de um fruto da guerra? Porque nós bem sabemos as barbaridades feitas com mulheres em conflitos. Imagine, a dor de ser mãe, e ainda, ser mãe de alguém que, de uma forma injusta se tornou um estigma, uma lembrança dolorida. Já pensou o estrago psicológico, na mãe e no filho?E em todas as pessoas acima?
Confesso que não consegui mensurar como deve ser. E se por algum momento fiquei agoniada com a situação, não deve ser nem um começo do que essas pessoas, que não tem para onde ir, que não tem para quem pedir socorro, devem se sentir. 

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