Keep calm: I am food engineering

17:37 Lorranne 0 Comments


Oilá amigos! Como prometido, agora que a reforma do blog está praticamente pronta, as postagens voltarão à ser mais frequentes. E a primeira delas é sobre essa nova fase que iniciei na minha vida no início deste ano, a minha faculdade! 
Como já havia comentado por aqui, estou fazendo engenharia de alimentos, e desde que comecei, percebi que sempre que falo isso, muita gente (inclusive eu no início, admito) ficam cheias de dúvidas sobre a carreira.
Então, para ficar mais fácil, resolvi fazer este post com uma espécie de compilado das perguntas que mais ouço sobre a faculdade, vem comigo:

Lorranne, o que é engenharia de alimentos?
Dispensando todas as explicações técnicas e definições legais e tudo mais, vamos direto ao ponto, engenharia de alimentos é a ciência responsável pela produção e melhorias em alimentos, principalmente industrializados. O engenheiro de alimentos é o profissional capaz de acompanhar toda a produção alimentícia, desde a geração da matéria prima até seu processamento na indústria. Por exemplo, e de uma forma bem superficial, quando eu me formar, serei completamente capaz de dizer qual o melhor tomate, qual a melhor forma de transportá-lo até a indústria, qual a melhor maneira de armazenar, qual o melhor processo para a obtenção de um excelente extrato de tomate, qual os aditivos que prejudicam menos suas propriedades, qual a melhor embalagem para sua conservação (sim, isso também), sua melhor forma de estocagem, e várias outras coisas. A nossa atuação é bem ampla, e esse foi apenas um exemplo basiquinho. Já deu pra ver que é um curso riquíssimo não é? E é mesmo, eu quando me formar, saberei tudo que é possível saber sobre alimentos.

Lorranne, porque você escolheu fazer engenharia de alimentos?
Amigos, agora um segredinho, eu não escolhi a EAL (apelido carinhoso para engenharia de alimentos), a EAL me escolheu. E eu estou bem feliz com essa sorte. Sinceramente, nunca imaginei que faria uma engenharia na vida. Quando falam engenharia, visualizamos aquelas pessoas que amam cálculo e outras coisas tão difíceis que a gente descarta logo de cara, eu mesma fazia isso. Aí EAL é um dos cursos que tinha na federal da minha cidade, e eu resolvi arriscar. Jurava de pé junto que não ia passar, já estava inclusive me preparando para fazer outro curso em outra cidade (sério, já tinha conversado com responsáveis de repúblicas e tudo mais), aí abri o site e taram: VOCÊ FOI APROVADO! Fiquei um tanto chocada, admito, porque já havia visto muito por alto alguém comentar sobre o curso, mas não fazia ideia do que era, aliás, imaginava umas coisas diferentes, mas saber mesmo, eu não sabia. Eu não conseguia entender como uma pessoa que tirou uma média menor que 600 nas matérias de exatas do exame poderia passar em engenharia. E isso me preocupava, muitíssimo inclusive. E isso nos leva ao próximo tópico.

Lorranne, o curso é difícil?
Então, eu tenho 4 módulos de cálculo, mais de 5 módulos de física, alguns vários de química (que eu amo), fora as disciplinas específicas. O ciclo básico de uma engenharia, qualquer engenharia, não é fácil, é pesado para a maioria dos mortais. E euzinha como um ser que sempre teve dificuldades e não teve uma base escolar muito boa, afinal as escolas públicas que frequentei não me prepararam para o que estava por vir, tive que correr atrás do prejuízo para conseguir acompanhar o ritmo de uma universidade. Mas hoje, depois de passar pelo baque do começo, vejo que na verdade o que eu tive a vida toda não era bem uma dificuldade e sim falta de orientação, e até mesmo, dedicação para estudar, agora que já me adaptei à essa nova vida, vejo que podem até ter coisas difíceis, mas nada é impossível. 

Lorranne, quais as áreas de atuação que você pode assumir depois de formada?
Antes de começar o curso, achava que seria uma espécie de chef de cozinha feat. nutricionista trabalhando em uma indústria. Até hoje, quando estou assistindo programas de culinária, meu irmão pergunta se eu estou estudando, hahah. Mas agora eu sei que como engenheira de alimentos eu tenho uma imensidão de carreiras que posso seguir. Além de trabalhar na indústria, ocupando diversos cargos, posso me dedicar à pesquisa de melhoramentos em alimentos, posso ingressar na carreira acadêmica, projetar equipamentos e até mesmo, indústrias completas, para alimentos, bem como desenvolver tecnologias e design de embalagens de alimentos, posso atuar como controle de qualidade de estabelecimentos e isso são apenas áreas que me lembro das quais um engenheiro de alimentos pode atuar. Vale ressaltar que além de ser muito amplo, o mercado para engenheiros de alimentos está sempre em expansão.

Lorranne, quais são seus planos para depois de formada?
Como ainda estou no segundo período do curso, não posso dizer com certeza o que vou fazer ou qual minha preferência entre todas as ocupações que eu posso assumir depois de formada. Mas até o momento, uma área que tem me chamado muito atenção é a carreira acadêmica e de pesquisa. Ou seja, pretendo, se tudo dar certo, continuar estudando, ensinando e buscando formas de tornar os alimentos industrializados cada vez mais saudáveis, duráveis e claro, sem deixar de ser saborosos. Sou daquelas que acredita que a alimentação é mais que um remédio, é uma terapia, e pretendo com minhas pesquisas e, de forma indireta através dos que irei ensinar, sanar as carências do nosso mundo com relação à alimentação.

Então é isso! Espero que vocês tenham gostado do post, e se caso se interessarem e quiserem ler mais sobre o curso, vou deixar aqui alguns links que podem orientar bem. E claro, se quiser conversar mais ou fazer mais perguntas, é só mandar entre em contato comigo aqui! Até a próxima amigos!

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